Heráldica Poveira
Não se conhece a origem do brasão da Póvoa de Varzim, mas tem certamente carácter e simbologia popular. O brasão é composto por um Sol de ouro e um crescente de prata, os quais representam elementos sempre presentes na vida dos pescadores; no centro uma cruz de ouro terminada por dois braços de âncora de prata, representando a segurança no mar. Por cima da cruz, um anel, do qual cai um rosário de ouro que se entrelaça nos braços da âncora, representando a fé dos poveiros e a protecção divina. O escudo é encabeçado por uma coroa mural composta por cinco torres de prata, em sinal do seu estatuto de cidade.
O listel tem a peculiaridade única de ter as letras douradas e debruadas a negro sobre fundo branco (na esmagadora maioria dos brasões concelhios apresentam-se sempre de negro); até à sua elevação a cidade, o próprio listel ainda era mais invulgar, dado achar-se colorido de azul, tal como o escudo. A bandeira é, desde 1973 (data da elevação a cidade), partida de branco e azul, e tomando como partição a gironada, típica dos municípios sedeados em cidade; anteriormente a 1973, era plana de branco.
Entretanto, entre 1939 e 1958, foi usado um brasão e uma bandeira que suscitaram a maior polémica entre os poveiros; embora mantivesse o Sol e a Lua, passava o escudo a ser de ouro, coberto por uma rede vermelha, e sobre esta figurava o mar, no qual vogava uma lancha de negro, realçada a ouro e mastreada de prata; o listel era azul com letras negras (criando um contraste visual muito forte, ainda que heraldicamente correcto) e a bandeira plana de vermelho; a população não aceitou a alteração do seu brasão, e dezanove anos mais tarde o antigo brasão da Póvoa seria restaurado.


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